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COMO CHEGAR

Como chegar a Jökulsárlón: Percurso, Horários e Estações

Cinco horas em cada sentido a partir de Reiquiavique pela Ring Road: como chegar à lagoa glaciar, se deve conduzir por conta própria, e a melhor época, do sol da meia-noite à aurora boreal.

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A rota a partir de Reykjavík

Jökulsárlón fica mesmo na Route 1, a Ring Road, a cerca de 370 a 380 km a leste de Reykjavík — aproximadamente cinco horas de condução em cada sentido, sem paragens. Não há cruzamentos que possam confundir: basta seguir a costa sul para leste, e a lagoa aparece do lado esquerdo, com um parque de estacionamento mesmo à beira da água e a ponte da Ring Road a atravessar a sua saída. Para referência, fica a cerca de 60 km a leste de Skaftafell e a 75 km a oeste de Höfn. A distância é o facto mais importante a ter em conta no planeamento da visita. Dez horas de condução, antes sequer de parar para qualquer coisa, é o que molda todas as decisões sobre como — e se — vale a pena fazer a viagem num único dia.

Excursão de um dia ou dirigir por conta própria?

A resposta honesta depende da estação do ano e da forma como viaja. No verão, com luz quase interminável e estradas secas, conduzir por conta própria é uma opção perfeitamente sensata, sobretudo se já estiver a fazer um road trip pela costa sul ao longo de vários dias. O inverno é outra história: pneus com pregos, idealmente tração às quatro rodas, estradas que fecham a qualquer momento e apenas quatro a cinco horas de luz do dia significam que a maior parte dessas dez horas seria passada na escuridão. Esse é o verdadeiro argumento para um tour guiado de um dia — não pelo acesso, já que a lagoa é gratuita e sem bilhete, mas por entregar o volante a quem percorre esta estrada diariamente e lê a previsão do tempo por profissão. Um tour de um dia a partir de Reiquiavique dura normalmente treze a catorze horas, de porta a porta.

Faça uma pausa na viagem, se puder

Se há um conselho que melhora mais do que qualquer outro uma viagem a Jökulsárlón, é este: não tente fazê-la como ida e volta no mesmo dia a partir de Reiquiavique, a menos que não tenha alternativa. A costa sul entre a capital e a lagoa está repleta de pontos de interesse — cascatas, praias de areia negra, línguas glaciares e a vila de Vík — e passá-los a toda a velocidade para acumular dez horas de estrada é um mau negócio. Passar uma noite em Vík, Skaftafell ou Höfn transforma o tempo morto de condução no resto das suas férias e permite-lhe apanhar a lagoa com a luz do início ou do fim do dia, antes ou depois dos autocarros dos passeios diurnos. Se o seu itinerário só mesmo permitir um dia longo, uma visita guiada é a forma mais sensata de o aproveitar.

A melhor altura para visitar

Não existe uma altura única ideal — o verão e o inverno oferecem experiências genuinamente diferentes. No verão, sensivelmente de junho a agosto, há barcos, luz quase contínua, focas e aves a nidificar, e a condução mais fácil, ao custo de multidões. Os meses de transição, maio e outubro, são o ponto ideal: os barcos costumam ainda estar a funcionar nas margens silenciosas da época, e tem mais espaço para si. O inverno troca os barcos e os dias longos por uma luz baixa de fotógrafo durante todo o dia, focas em grande número, grutas de gelo sob o glaciar e uma hipótese real de ver a aurora boreal — mas exige uma condução séria e oferece apenas algumas horas de luz diurna. Escolha a estação que corresponde ao que mais deseja ver.

Sol da meia-noite e a luz de verão

Por volta do solstício de verão, no final de junho, o sudeste da Islândia quase não escurece — o sol desce até ao horizonte e volta logo a subir, proporcionando horas de luz dourada e baixa que os fotógrafos percorrem o mundo para captar. Na prática, o sol da meia-noite elimina a maior limitação de uma visita a Jökulsárlón: a luz do dia. Pode sair de Reykjavík cedo e ainda ter luz até tarde na noite, conduzir a um ritmo descontraído e chegar a Diamond Beach depois de os excursionistas de um dia terem partido, com o sol a roçar o gelo. É também a época mais quente e fiável do ano em termos de estradas. A contrapartida é que toda a gente sabe disso, por isso o parque de estacionamento e os barcos estão no auge da lotação — o início da manhã e o fim da tarde são os seus aliados.

Aurora boreal e condições de inverno

A aurora boreal é uma possibilidade de inverno, não de verão: precisa de céus escuros, por isso a época vai sensivelmente de setembro a abril, e exige tempo limpo e uma boa dose de sorte — ninguém a pode garantir numa noite específica. O ambiente escuro e sem iluminação de Jökulsárlón e a água refletora tornam-no um local espetacular para a observar se o céu cooperar, uma das razões pelas quais muitos escolhem ficar alojados nas proximidades. Mas o mesmo inverno que traz a aurora traz também os perigos: estradas geladas, encerramentos súbitos, vento e longa escuridão. Consulte obsessivamente as previsões de estradas e meteorológicas, nunca conduza em direção a uma previsão em deterioração para perseguir as luzes, e trate qualquer aurora como um bónus numa viagem que se sustenta por si só.

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